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Bichectomia, uma cirurgia estética ou funcional? Especialista esclarece

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A cirurgiã dentista, explicou ao Olhar Conceito que a procura pelos procedimentos em seu consultório aumentou depois de famosos aparecerem na mídia.  “A retirada da Bola de Bichat tem se tornado cada vez mais popular, com grande procura nos consultórios odontológicos, depois que famosos apareceram na mídia com seus rostos mais delgados, dando a ideia que a bichectomia é especificamente estética. No entanto, há indicação de eliminar o trauma crônico em pacientes com queixas de mordeduras de bochechas frequentes, aumentando assim, o corredor bucal, ou seja, sua finalidade é funcional”, explica.
 
Este procedimento vem sendo realizada há mais de 15 anos pela Dra. Ana Paula Barbosa, mas ultimamente a procura cresceu bastante. Este técnica é utilizada na maioria das vezes como finalização estética em pacientes que são submetidos às cirurgias de correção dos maxilares e em pacientes com histórico de morder as bochechas involuntariamente.
 
Como consequência da cirurgia, a parte baixa do rosto se torna mais fina, deixando o rosto mais harmônico e atraente, causando o chamado “efeito blush”, ou seja, maçãs do rosto mais proeminentes e rosto mais fino e delgado. “Ou seja, além de funcional, é estética. A remoção da Bola de Bichat também impede que, ao longo da vida, marcas de expressão apareçam no terço inferior da face, melhorando o aspecto caído como bochechas de Buldogue, bigode chinês e rugas periorais”, lembra.
 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, essa massa de gordura tem apenas a função de preenchimento e não de sustentação, diferente de outras gorduras da face, que quando reabsorvidas ao longo da vida, podem causar o envelhecimento.
 
A cirurgia pode ser indicada para homens e mulheres que sofrem com mordeduras frequentes e também que se incomodam com o tamanho de suas bochechas, buscando um rosto harmonioso. Vale lembrar que, por ser uma estrutura anatômica, depois de retirada, a bola de Bichat não volta a se formar, mesmo que a pessoa venha a engordar ao longo da vida, ou seja, a cirurgia é irreversível.
 
O procedimento pode ser realizado assim que houver o crescimento completo da face, então, pode ser feita no início da juventude, havendo o consentimento por escrito dos responsáveis. Em média, são pacientes entre 20 e 45 anos que procuram a cirurgia.
 
A avaliação
É importante uma criteriosa avaliação por parte dos profissionais, pois muitos pacientes procuram a cirurgia por acharem suas bochechas proeminentes, no entanto, muitas vezes o responsável pelo rosto largo é a hipertrofia do músculo masseter e, nesses casos, o protocolo de tratamento é outro, podendo ou não ser associado à bichectomia.
 
A cirurgia é realizada com anestesia local, com ou sem sedação, a critério do próprio paciente.
 
A incisão tem cerca de 1 cm e é feita na parte interna da boca, próximo aos molares superiores, evitando cicatrizes aparentes. O procedimento dura em média 30-40 minutos, dependendo da habilidade do profissional.
 
Recuperação e riscos
Admitindo que o paciente respeite o protocolo de cuidados prós operatórios, a recuperação costuma ser rápida e pouco dolorosa, permitindo voltar às atividades normais em poucos dias.
 
Além da análise facial, o profissional deve fazer uso de exames de imagem, como a tomografia volumétrica das Bolas de Bichat, aumentando, assim, a previsibilidade dos resultados e diminuindo complicações trans-cirurgicas.
 
Como toda cirurgia, a bichectomia também envolve riscos. As principais complicações são o rompimento do ducto parotídeo, lesão dos ramos bucais do nervo facial, parestesia da região, hematoma local e infecção. Estes riscos são minimizados quando realizados por profissionais experientes e qualificados. Os resultados começam a ser notados a partir do primeiro mês de intervenção, atingindo uma estabilidade anatômica em período variável entre 3 e 6 meses.

fonte: Olhar Direto, escrita por Fabiana Mendes

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